terça-feira, 31 de maio de 2011

Existe água na Lua!!! Rocha trazida pela "Apolo 17" indica água no interior da lua!

   Estudos realizados por pesquisadores americanos revelaram pela primeira vez traços de água em amostras do solo lunar. De acordo com o estudo, a água estaria aprisionada em minúsculos glóbulos de rocha derretida transformada em material vítreo e presa dentro de cristais. Os dados mostram que as inclusões de água no interior do magma lunar são 100 vezes maiores que o estimado até agora.


    As inclusões estudadas foram encontradas na amostra de origem vulcânica 74.220, formada durante erupções explosivas há 3.7 bilhões de anos e coletada durante a missão Apollo 17, em 1972. Para chegar a esse resultado a equipe de cientistas usou uma microssonda iônica de última geração.
    O estudo, financiado pela agência espacial americana, Nasa, foi publicado na edição de 26 de maio da revista Science Express e levanta questões fundamentais sobre a "teoria do impacto gigante". Essa teoria prevê quantidades muito pequenas de água nas rochas lunares, especialmente devido à desgaseificação catastrófica ocorrida no momento da suposta colisão entre a Terra e um objeto do tamanho de Marte e que teria dado origem à Lua.
    De acordo com o principal autor do estudo, o geoquímico Erik Hauri, ligado Instituto Carnegie, de Washington, a água desempenha um papel crítico na determinação do comportamento tectônico das superfícies planetárias, além do ponto de fusão das camadas interiores, localização e estilo das erupções. "Em minha opinião, nenhum tipo de rocha coletada na Lua é mais importante que essas amostras vulcânicas, que foram ejetadas em episódios de intenso vulcanismo e que também foram identificadas em outros objetos do Sistema Solar interior".
   Em contraste com a maioria dos depósitos vulcânicos, essas inclusões derretidas estão encerradas dentro de cristais o que impediu que a água e outros materiais voláteis escapassem durante a erupção. "Estas amostras fornecem a melhor visão que temos sobre a quantidade de água do interior da lua, na localidade onde esse material vítreo foi encontrado", disse James Van Orman, coautor do estudo junto à Universidade Case Western Reserve.

Precedentes

   Em 2008, um estudo feito Alberto Saal, da Universidade Brown, relatou a primeira evidência de água em vidros vulcânicos lunares. Na ocasião, Saal utilizou modelos de desgaseificação do magma para estimar a quantidade de água existente antes da erupção. Estudos posteriores também encontraram inclusões similares, permitindo as primeiras estimativas de água no interior da Lua.
   "Em 2008 nós inferimos que a quantidade de água nos magmas lunares primitivos poderia ser similar à da lava do empobrecido manto superior aqui na Terra", disse Saal. "Agora conseguimos provar isso", disse o pesquisador.
   O estudo também levanta uma nova possibilidade sobre a origem do gelo detectado nas crateras nos polos. Até o momento, a presença do gelo tem sido atribuída a impactos de cometas e meteoros, mas os pesquisadores acreditam que é possível que parte desse material seja proveniente da água liberada pela erupção do magma lunar há bilhões de anos.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A Ditadura Militar em Muriaé! Contextualização no Brasil e no mundo. (1ª parte)

Ditadura Militar brasileira

Após, estudar um pouco sobre as estratégias políticas de Getúlio Vargas, não se pode deixar de introduzir uma escrita sobre a ditadura militar no Brasil, sem tocar em algumas transformações de seu governo que concebem elementos preponderantes para os acontecimentos políticos brasileiros após de 1945.
Observe a citação:
O exército, que veio a se consolidar na Era Vargas, alcançaria um poder de interferência política que nem o próprio Getúlio seria capaz de controlar. Com Vargas pode-se dizer que começou uma nova etapa na história do exército brasileiro, que fora protagonista na proclamação da república em 1889, mas que não possuía as qualidades que caracterizam os exércitos modernos. Getúlio acentuaria o papel intervencionista do exército e, a partir de 1930, os militares jamais deixariam de estarem presentes nas grandes questões políticas nacionais até 1964, quando se transformou em governo. (D’ARAUJO, 1997: 22)
           
            Maria Celina D’ Araujo diz no trecho acima que o exército a partir de então toma uma nova postura. Agora, também com caráter interventor na política, estará participando ativamente do período democrático da década de 1950 e criando a partir de 1964 um governo próprio de 20 anos.
            Antes de aprofundar esse tema, será apresentado de forma panorâmica o cenário internacional para o leitor se ambientizar ao tema. Mas porque é necessário fazer esse tipo de contextualização? O golpe de estado aplicado no Brasil pelos militares não é algo que pode ser visto fora do contexto dos conflitos que havia no mundo na segunda metade do século XX.
Após a 2ª Guerra Mundial, criou-se uma grande rivalidade ideológica entre duas grandes potências. Os Estados Unidos (EUA) e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS ou União Soviética) lutavam em uma corrida armamentista. Neste sentido, paralelamente as suas intrigas lutavam pela persuasão ideológica em países neutros ou de seus interesses. Os EUA acreditavam num mundo capitalista. A União Soviética numa realidade mundial socialista.
Por não haver conflitos da ordem do campo de Guerra, como foi na Guerra que havia acabado em 1945, esse conflito ficou conhecido por guerra Fria.
Na América Latina, bem embaixo dos olhos dos Norte Americanos, a grande maioria dos países, como: Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, entre outros, possuíam governos populistas, e sofria influencia direta das idéias socialistas soviéticas, bem como da China e de outros pólos socialistas mundiais.
Essa realidade, geopoliticamente era uma grande ameaça aos norte-americanos, pois, apesar de não serem declarados aliados aos soviéticos, pelas linhas que seguiam rapidamente se tornariam.
Nesse contexto, os EUA articularam junto a lideranças na América Latina (principalmente militares), golpes de estado derrubando esses governos populistas e instaurando ditaduras, e dessa forma doutrinando para o capitalismo.
Conhecendo a conjuntura internacional, podemos conversar mais esclarecidos sobre a década de 1950 no Brasil em que governos democráticos populistas governaram.
Este momento político se caracterizou pelas disputas entre três partidos criados após a deposição de Vargas em 1945: o PSD (Partido Social Democrata), PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e UDN (União Democrática Nacional).
            O PSD, de base política nas oligarquias rurais, estava enfraquecido em função do êxodo rural que acontecia na época devido à industrialização que vigorava em ascendência no país. Por isso, para fazer oposição equilibrada à UDN, que possuía sua base na classe média alta urbana, fez uma coligação com o PTB, que se expandia, já que sua base eleitoral estava predominantemente nas classes operárias urbanas. A UDN se opunha às ideias do PTB de nacional-estatismo e populismo, sendo ela de caráter capitalista-liberal, apoiada pelos altos escalões das forças armadas (SILVA, In: LINHARES, 2000: 354)
            Durante esse período de disputa, a UDN não chegou ao poder, devido principalmente a líderes carismáticos do populismo petebista, como Vargas e JK, exceto em 1961, com Jânio Quadros, do PDC (Partido Democrata Cristão) coligado à UDN. Mas Jânio não ficou muito tempo no poder. Em agosto do mesmo ano renunciou alegando estar sofrendo enormes pressões. Na época, se escolhia o presidente separadamente do vice na hora do voto, o que poderia ocasionar em rivais ocuparem os dois cargos. E foi exatamente isso que aconteceu. Com a renúncia de Jânio, o seu vice e opositor político-ideológico João Goulart (PTB), em meio a movimentos de veto à sua posse assumiu a presidência. Jango, como presidente, promoveu o tempo todo o nacional-estatismo, na valorização dos “produtos nacionais” e nacionalização das empresas. Teve uma política externa bem próxima aos países socialistas, como Cuba, China e URSS. Também procurou fazer as reformas de base, como a reforma agrária, urbana, bancária, tributária, eleitoral, universitária e o estatuto do capital estrangeiro.
            Jango, em 13/03/1964, no Rio de Janeiro, com intuito de colocá-las em prática participou de um comício pelas reformas. Porém muitos udenistas e militares não gostaram muito dessa atitude. (FAUSTO, 1994: 443)
            Apesar da objetividade que deve haver no poder público, além de possuir ideologia diferente, os militares não gostavam da pessoa de João Goulart, o julgavam comunista e queriam tirá-lo do poder a todo custo. Naquele período, comunistas, eram todos aqueles que não partilhavam ideias comuns com os Estados Unidos. Comunismo possuía uma conotação demonizada.
            No Rio de janeiro, em março de 1964, estourou a revolta dos Marinheiros. No dia 31/03 do mesmo ano, o General Olímpio Mourão inicia a tomada do país das mãos de Jango movimentando as primeiras tropas de Juiz de Fora – MG em direção ao Rio.
            Jango, sabendo do golpe, fugiu para o Rio Grande do Sul, seu estado de origem, pois lá ficava mais seguro junto com Brizola, seu correligionário.
            Dentro de pouco tempo o país estava nas mãos dos militares. Em meio a este contexto de euforia devido à conquista, os militares não deram conta que teriam que assumir o poder, ninguém queria assumir a presidência do país, até surgir o nome do General Humberto de Alencar Castello Branco.
            Castelo Branco, como era chamado, atuou abrindo o país para o capital estrangeiro privatizou estatais e fez parcerias comerciais com os EUA em uma ideologia totalmente liberalista, políticas essas totalmente contrárias às desenvolvidas por Jango. Em seu governo a ditadura começou a mostrar a cara, com atitudes arbitrárias e autoritárias, como o exílio e tortura, entre outras formas de repressão, a quem se opusesse contra o regime. Em 1965 é declarado o ato institucional n°2, pelo qual, todos partidos foram dissolvidos. A partir de então ficou instituído o bipartidarismo, o ARENA (Aliança Renovadora Nacional) onde se juntava todos os aliados e MDB (Movimento Democrático Brasileiro) que concentrava toda a oposição. Este último foi criado devido o interesse dos militares em forjar uma democracia.
            No fim de seu governo o país encontrava-se em total descrédito com a população, envolvida pela crise econômica. 
            Castelo Branco, depois é sucedido pelo General Gaúcho Arthur da Costa e Silva, que assume o poder desaprovando certas atitudes de seu antecessor. Obteve sucesso economicamente, pois o clima no mundo estava favorável, em meio a um extraordinário boom do comércio mundial de 18% ao ano (REIS, 2005: 40), e o Brasil vivia os frutos do saneamento financeiro feito pelo governo anterior. O país chegou a obter um crescimento anual de 4,8% em 1967 e de 9,3% em 1968. Mesmo com toda essa situação favorável, o povo manifestava em protestos públicos.
            Houve tentativas da oposição de se organizar militarmente, em movimentos de guerrilhas, como com o Ten. Cel. Jefferson Cardim que tentou montar uma coluna a partir do sul do país. A concentração de guerrilheiros, financiados por países socialistas, na serra do Caparaó- MG; e ainda a guerrilha do Araguaia. Todos estes movimentos foram reprimidos por tropas do governo.
            Em 1968, devido a enormes protestos, principalmente por parte dos estudantes e operários, o terror aumentou ainda mais quando foi decretado o ato institucional n° 5, que fechou o congresso, deixando o país totalmente nas mãos dos militares. “Foi um golpe dentro do golpe” (REIS, 2005: 51). Agora sim o país se achava em uma ditadura. Caíram todas as mascaras democráticas do governo militar. Foram muito duros na repressão. Até meados da década de 70 (quando o regime iniciou uma reabertura) os intelectuais, estudantes e operários foram silenciados, por meios repressores e violentos.
            Neste momento estavam intensas as guerrilhas urbanas. Houve seqüestros de embaixadores, com destaque ao dos EUA, que resultou em concessões dos militares aos revolucionários. Também surgiram guerrilhas rurais, como a do Araguaia, já citada brevemente acima, que acontecida na região entre as divisas dos estados de Goiás, Tocantins e Pará, considerada a maior organização contra o regime até aquele momento. (VENTURA, 2007: 74)
            Contra todas essas rebeliões foi investido pesado. Segundo REIS, “foi uma luta de Canhões contra passarinhos” (REIS, 2005: 50).
            O presidente Costa e Silva, adoentado foi sucedido em 1969 pelo Governo da Junta Militar, formada pelos ministros do Exército (Aurélio de Lira Tavares), da Força Aérea (Márcio de Sousa e Melo) e da Marinha (Augusto Rademaker). O governo da Junta Militar, popularmente conhecida como "Os Três Patetas", durou apenas dois meses e foi marcado pela radicalização dos descontentes e das reações do governo, que criou, em nome de Deus e da democracia, a punição de expulsão do país e a pena de morte para os contra-revolucionários. O congresso, agora amordaçado pelas cassações, é reaberto após dez meses de recesso.  
            Após esse período de transição o governo é assumido Pelo General Emílio Garrastazu Médici, escolhido de forma autoritária com uma mascarada convocação do congresso.
            Apesar de todos os conflitos político-sociais, o Brasil vivia o chamado milagre econômico. O crescimento anual chegou em 1973 a 11,4%. Esse percentual justifica-se principalmente pelo crescimento das indústrias automobilísticas e de eletrodomésticos. Neste período foram investidas grandiosas quantias em obras faraônicas, como a ponte Rio - Niterói e a usina hidroelétrica de Itaipu; também obras de infra-estrutura, telecomunicações e rodovias, ligando todo o país e facilitando o escoamento das produções. O Brasil vivia uma verdadeira euforia desenvolvimentista, com slogans de motivação na mídia, como: “Pra Frente Brasil”; “Ninguém segura mais este país”; “Brasil terra de oportunidades”. (FAUSTO, 1994: 471)
            Como próprio do capitalismo, o Brasil sofreu neste momento uma enorme concentração de renda, gerando desigualdades sociais tremendas; tendo os muito ricos e os muito pobres, separados por uma classe média, funcionária das estatais, muito bem privilegiada por diversos benefícios do governo. Para disfarçar todos estes problemas, como demonstrado nos slogans acima, o governo se utilizou muito da mídia.
            Finalizando o período de Médici no poder em 1974, mais um general assumiu a presidência do país, o gaúcho Ernesto Geisel. Este começou a enfrentar uma conjuntura externa distinta e desfavorável para a manutenção da economia em níveis do milagre. O EUA subverteu o sistema monetário internacional e o preço do barril do petróleo subiu como nunca. Dessa forma, começa uma nova fase turbulenta.
            Na mídia foi divulgada uma imagem do Brasil como uma ilha de prosperidade no mundo em crise, trazendo a tona raízes da idéia de nacional-desenvolvimentismo. O governo, fingindo não haver crise, lançou neste momento o Plano Nacional de Desenvolvimento II, com incentivos ao mundo intelectual, abertura de pós-graduações e cursos técnico-científicos.
            Geisel teve uma política mais favorável à democracia; iniciou um processo lento e gradual de abertura do regime, preparando o caminho para a chegada de seu já definido sucessor em 1979, o general carioca João Baptista de Oliveira Figueiredo, que consolidou o processo de abertura do regime.
            Em 1978, foi expirado o AI-5, voltando o país em 1979 novamente ao estado de direito, mas ainda sob a constituição de 1967 e suas emendas feitas durante o regime, formando um “entulho autoritário de leis no Brasil”. Mesmo assim o país e a sociedade já respiravam. (FORTES, 2005: 113)
            Em 1979, já com Figueiredo no poder, foi promulgada a lei de anistia, permitindo aos exilados o retorno ao país. A partir de então se iniciou um período de redemocratização, até o movimento das “diretas já” em 1985 e criação da nova constituição em 1988. Na memória dos brasileiros a ditadura militar passou a ser lembrada como um período obscuro para com a liberdade de expressão política na história do Brasil.


Fonte: TCC - Curso de história - FAFISM - Cristian Gomes Lima

sábado, 28 de maio de 2011

O Pequeno Príncipe - O Filme!!!








Discurso do deputado LAEL VARELA no plenário da câmara sobre o polêmico NOVO Código Florestal. Veja nosso Comentário!!!


Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Código Florestal continua angustiando os agricultores desse País. Em Minas Gerais o homem do campo está perplexo. As negociações em torno do novo Código Florestal nos bastidores da Câmara Federal se transformaram em queda de braço de consequências imprevisíveis, e isso só faz aumentar a angústia e a insegurança no campo.
Em meio às incontáveis divergências, a segurança alimentar, o êxodo rural, os empregos e a renda dos municípios estão em jogo. Todos afirmam estar preocupados em preservar e garantir um mundo melhor.
O que muda, naturalmente, é a forma como cada um propõe alcançá-lo. Para uns, esse mundo será conquistado com a preservação ambiental, com a recomposição das matas, ignorando o potencial produtivo que tem nosso País.
Para outros, esse mundo está ligado à garantia do abastecimento de alimentos, à permissão para que produtores possam investir cada vez mais em tecnologia e produtividade, comprometendo-se sim com a preservação, mas sem limitar o potencial brasileiro de atender à crescente demanda mundial por alimentos.
São preocupações que merecem ser consideradas, mas não são excludentes e, sim, complementares. Mas, da forma como vêm sendo tratadas, colocadas sob a mira de radicalismos e ideologias descabidas, não chegaremos a lugar algum.
Discutir o Código Florestal Brasileiro é de suma importância para o Brasil e toda a sua população. Somos detentores das maiores reservas naturais do mundo e não podemos correr o risco de colocar isso a perder.
Da mesma forma, ocupamos lugar de destaque na produção e no abastecimento mundial de alimentos, o que nos garante uma economia superavitária e, mais importante que isso, o prato de comida na mesa do nosso cidadão, bem mais barato do que em outros países.
O texto do novo Código Florestal, apesar de ter demandado incontáveis horas de discussão e entendimentos, não contempla a diversidade brasileira. Tirar dos estados e dos municípios a autonomia para gerir questões ambientais regionais é um erro.
Não há como a União administrar adequadamente todo o território nacional com uma única regra, sem respeitar as especificidades de cada região.
Como bem salientou o blog GPS do Agronegócio, em matéria adaptada pelo Painel Florestal, imaginar dar o mesmo tratamento às grandes extensões de mata da floresta Amazônica, as grandes propriedades desmatadas da região Oeste para pastos e às pequenas propriedades produtivas das regiões Sul e Sudeste?
São solos, climas, topografias, vegetações, plantios e práticas diversos. E com diferentes históricos. Cada região tem sua especificidade - seu passado de lutas e sofrimento, seu presente de incertezas, seu futuro comprometido com a sustentabilidade - e merece tratamento adequado.
As terras do Sul e do Sudeste do nosso País são em sua grande maioria ocupadas por famílias de pequenos produtores rurais que há décadas, incentivados por governos desenvolvimentistas, se arriscaram, desbravando sertões para produzir alimentos.
A possibilidade da obrigatoriedade dos 30 metros de mata ciliar inviabilizaria a permanência dessas famílias em suas propriedades que, por sua própria história, já se revela sustentável, face aos longos anos de produção e solo fértil.
Essas e outras questões precisam ser levadas em conta. O homem do campo sabe mais do que qualquer outro cidadão da importância da preservação das nossas riquezas naturais para a nossa sobrevivência.
Mas não há como negar que, em nome dessa preservação, sua sobrevivência está ameaçada. A partir de 11 de junho de 2011 passa a valer o texto do atual Código Florestal, que determina que as propriedades rurais devam ter uma reserva entre 20% e 80% da vegetação nativa de acordo com a região do país.
Essa reserva, segundo o código, precisa ser registrada em cartório. Os produtores infratores terão quatro meses para recuperar a área desmatada ilegalmente e aquele que não o fizer vai arcar com multa diária de até 500 reais.
Com a manutenção desse Código, não só o homem do campo está ameaçado, como também todos os brasileiros, que terão de arcar com a elevação dos preços dos alimentos.
Por outro lado, Sra. Presidente, os países que destruíram suas florestas e, hoje, bancam essas ONGs ambientalistas vão aplaudir de pé. O Brasil será menos produtivo e menos competitivo na produção agrícola, enquanto tais países serão beneficiados e poderão diminuir os subsídios que dão aos seus produtores rurais.
Veja que os interesses transpõem as nossas fronteiras. Em meio a essa disputa, em que não se vislumbra o entendimento, resta ao produtor rural brasileiro o pior dos mundos: viver na incômoda situação de aguardar, na incerteza de seu destino.
Certo mesmo é que no dia 11 de junho, se nada mudar até lá, será dada sua sentença de culpa e, repito, toda a nossa população será afetada. Agricultores e não agricultores brasileiros pagarão caro, e muito caro, pelo bem-estar da população dos países ricos.
Sra. Presidente, a Campanha Paz no Campo vem protestando contra a fumaça que - após a fragorosa derrota ambientalista na votação da urgência do projeto de Código Ambiental - os defensores do atraso levantam para tentar a todo custo ir adiando a votação em plenário. Tal fumaça ambientalista visa turbar a visão para mais bem confundir e ludibriar o povo brasileiro.
Se alguém ainda não protestou, proteste agora! Será que são mesmo defensores do meio ambiente brasileiro os que discutem e votam no Congresso o nosso Código Florestal?

Tenho dito.
Deputado Lael Varela


Comentário Nosso:

     Bem argumentado o discurso, mas ainda continuo acreditando na preservação do meio ambiente como saída para essa polêmica. A aprovação do código, como o deputado deseja, somente reforçará a identidade rural do Brasil diante da comunidade internacional. 
   Há pouco tempo disse isso aqui no blog, e volto a dizer: o Brasil precisa se dedicar no desenvolvimento de outras tecnologias, como a nano tecnologia, a medicina, a engenharia e tantas outras que proporcionarão a mesma riqueza, ou ainda maior do que o agronegócio. Não quero com isso extingui-lo, haja visto que existe toda uma população que depende deste, e o povo precisa se alimentar. Quero apenas tirá-lo do centro de nossas relações comerciais internacionais. 
      A maior vantagem dessa mudança, será que o meio ambiente sairá ganhando junto com a economia do país, pois o desenvolvimento dessas tecnologias mencionadas não precisam do uso de grandes extensões de terra. Sem contar que as áreas preservadas farão do país uma grande potencia natural e o turismo poderá aumentar ainda mais, sem contar o aumento de nossa qualidade de vida. 
      Para terminar, quero registrar que o Brasil precisa deixar o século XX agrário e entrar de vez no século XIX da alta tecnologia. O agronegócio nos trouxe até onde estamos hoje, mas não poderá nos levar além disso. É a vez da preservação do meio ambiente e da alta tecnologia.

Força Brasil!!! Vamos investir em educação Básica e Superior!!! É ai que está nossa riqueza!!! No povo brasileiro!!!

Cristian Lima

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Descoberta: Novos estudos mostram que a Lua tem núcleo igual ao da Terra!

   Foto: Clélio LIMA JR.

   Utilizando modernas técnicas de sismologia aplicadas a antigos dados coletados pelas missões Apollo entre 1969 e 1972, pesquisadores estadunidenses confirmaram que a Lua tem núcleos similares aos terrestres. De acordo com os cientistas, Isso explicaria os sinais de magnetismo encontrados nas rochas trazidas pelos astronautas, além de confirmar que esse campo magnético também seria gerado através do efeito dínamo, da mesma maneira que ocorre na Terra.
    De acordo com Renee Weber, ligada ao Centro Marshall de voos espaciais, da Nasa, as descobertas sugerem que a Lua possui um núcleo interno sólido rico em ferro, com cerca de 250 km de raio e um núcleo externo, composto principalmente de ferro líquido com 500 km de raio. O estudo indica que os núcleos também contem uma pequena porcentagem de elementos leves, como enxofre, concordando com as últimas pesquisas sobre o núcleo terrestre e que sugerem a presença de elementos leves na camada ao redor do núcleo interno.
    Para chegarem a essa conclusão, os pesquisadores utilizaram os dados coletados pelos instrumentos deixados na Lua durante as missões Apollo. Entre 1969 e 1972 os astronautas instalaram na superfície lunar quatro sismômetros que registram contínua atividade sísmica até 1977.

Novas Técnicas
   Na análise dos dados foram aplicadas as mais modernas técnicas e metodologias sismológicas existentes na atualidade, entre elas o processamento por matriz, técnica que permitiu identificar e distinguir as fontes dos sinais dos abalos lunares. Os cientistas conseguiram identificar como e por onde as ondas sísmicas passaram ou foram refletidas por elementos no interior da Lua, descobrindo a composição e estado das camadas em várias profundidades.
   Apesar das sofisticadas missões de imageamento lunar terem feito significantes contribuições para o estudo da topografia, o interior do satélite natural da terra permaneceu sujeito a diversas especulações desde a Era Apollo. Os pesquisadores já haviam deduzido sobre a existência de um núcleo lunar com base em estimativas indiretas das propriedades do interior do satélite, mas muitos cientistas discordavam sobre a existência de camadas, o raio e sua composição.
   A principal limitação do estudo sísmico lunar era o forte ruído causado pela sobreposição de sinais saltando repetidamente entre as estruturas da crosta fracionada da lua. Para vencer este desafio Weber empregou uma nova técnica chamada empilhamento de sismograma, uma espécie de particionamento digital dos sinais. O método melhorou a relação sinal-ruído e permitiu que os cientistas tivessem uma visão mais clara do caminho e do comportamento de cada sinal original que trafegou pelo interior lunar.
"Esperamos continuar trabalhando com os dados da missão Apollo para refinar nossas estimativas das propriedades do núcleo e deixar os sinais sísmicos o mais claro possível. Isso nos ajudará ainda mais a interpretar os dados coletados em futuras missões", disse a cientista.

  
Nova Missão
 Uma das futuras missões a que se referiu Webber será a GRAIL (Gravity Recovery and Interior Laboratory), gerenciada pela Nasa. A missão será lançada este ano (2011) e consiste em duas naves gêmeas que orbitarão a Lua por diversos meses. O objetivo será medir de forma sem precedentes o campo gravitacional da Lua e permitirá aos cientistas responderem questões fundamentais sobre a crosta e núcleo da Lua, revelando as estruturas abaixo da superfície e a história térmica do nosso satélite.
   O trabalho de Webber foi publicado essa semana pela revista Science e teve como coautores cientistas ligados às Universidade do Arizona, Universidade da Califórnia e do Instituto de Física do Globo, de Paris.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Reforma na educação brasileira! Algumas sugestões:



1ª Sugestão: 
   Que o turno de aula tenha seis horários, de forma que privilegie as disciplinas que possuem atualmente apenas um horário por turma na semana e dê oportunidade para a criação de outras que são necessárias.
   Não pode deixar de ser dito, que por ter tão pouco tempo com cada turma, as disciplinas que enfrentam essa realidade são apenas simbólicas, pois são muito pouco aproveitadas por aluno e professor. Em outras palavras, "estão na grade curricular só pra falarem que existem."


2ª Sugestão:
    Que o professor possa ter dedicação exclusiva em apenas uma escola e ganhe pra isso. Acreditamos que assim surgirá a oportunidade para o aumento na qualidade de suas aulas, haja visto, que poderá estudar mais por não precisar ir trabalhar em outra escola, bem como criará um vínculo escola/professor maior possibilitando uma unidade do corpo docente, o que favorecerá "N" ações da escola, inclusive na gestão.

Em breve trarei mais sugestões para a reforma...


Cristian Lima

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aprovado na Câmara o novo Código Florestal - A natureza sai perdendo!!!

   
   O Plenário aprovou, nesta terça-feira, o novo Código Florestal (PL 1876/99), que permite o uso das áreas de preservação permanente (APPs) já ocupadas com atividades agrossilvipastoris, ecoturismo e turismo rural. Esse desmatamento deve ter ocorrido até 22 de julho de 2008. O texto, que ainda será votado pelo Senado, revoga o código em vigor.
   Essa redação prevaleceu com a aprovação da emenda 164, dos deputados Paulo Piau (PMDB-MG), Homero Pereira (PR-MT), Valdir Colatto (PMDB-SC) e Darcísio Perondi (PMDB-RS), ao texto-base do relator, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que foi aprovado por 410 votos a 63 e 1 abstenção.
   A emenda, aprovada por 273 votos a 182, também dá aos estados, por meio do Programa de Regularização Ambiental (PRA), o poder de estabelecer outras atividades que possam justificar a regularização de áreas desmatadas.
   As hipóteses de uso do solo por atividade de utilidade pública, interesse social ou de baixo impacto serão previstas em lei e, em todos os casos, devem ser observados critérios técnicos de conservação do solo e da água.
   O dia 22 de julho de 2008 é a data de publicação do segundo decreto (6.514/08) que regulamentou as infrações contra o meio ambiente com base na Lei 9.605/98.
   Antes da votação da emenda, o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), alertou que a presidente Dilma Rousseff vetará a liberação de atividades nas APPs se o governo não conseguir mudar o texto no Senado.
Faixas nos rios
   As faixas de proteção em rios continuam as mesmas de hoje (30 a 500 metros em torno dos rios), mas passam a ser medidas a partir do leito regular e não do leito maior. A exceção é para os rios de até dez metros de largura, para os quais é permitida a recomposição de metade da faixa (15 metros) se ela já tiver sido desmatada.
   Nas APPs de topo de morros, montes e serras com altura mínima de 100 metros e inclinação superior a 25°, o novo código permite a manutenção de culturas de espécies lenhosas (uva, maçã, café) ou de atividades silviculturais, assim como a infraestrutura física associada a elas. Isso vale também para os locais com altitude superior a 1,8 mil metros.
   O projeto não considera APPs as várzeas fora dos limites em torno dos rios, as veredas e os manguezais em toda sua extensão.
   Entretanto, são protegidas as restingas enquanto fixadoras de dunas ou para estabilizar a vegetação de mangue. Se a função ecológica do manguezal estiver comprometida, o corte de sua vegetação nativa somente poderá ser autorizado para obras habitacionais e de urbanização nas áreas urbanas consolidadas ocupadas por população de baixa renda.
Anistia e regularização
   Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) indicam a existência de cerca de 13 mil multas com valor total de R$ 2,4 bilhões até 22 de julho de 2008. A maior parte delas pelo desmatamento ilegal de APPs e de reserva legal em grandes propriedades da Amazônia Legal.
   Os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia e Amazonas respondem por 85% do valor das multas aplicadas até julho de 2008 e ainda não pagas.
   Para fazer juz ao perdão das multas e dos crimes ao meio ambiente cometidos, segundo o projeto aprovado, o proprietário rural deverá aderir ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), a ser instituído pela União e pelos estados.
   Os interessados terão um ano para aderir, mas esse prazo só começará a contar a partir da criação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o que deverá ocorrer em até 90 dias da publicação da futura lei. Todos os imóveis rurais deverão se cadastrar.
Título executivo
   Quando aderir ao PRA, o proprietário que desmatou além do permitido terá de assinar um termo de adesão e compromisso, no qual deverão estar especificados os procedimentos de recuperação exigidos pelo novo código. Dentro de um ano a partir da criação do cadastro e enquanto estiver cumprindo o termo de compromisso, o proprietário não poderá ser autuado e as multas referentes a desmatamentos serão suspensas, desde que aplicadas antes de 22 de julho de 2008. Depois da regularização, a punibilidade dos crimes será extinta.
   Caso os procedimentos sejam descumpridos, o termo de adesão funcionará como um título executivo extrajudicial para exigir as multas suspensas.
   Para os pequenos proprietários e os agricultores familiares, o Poder Público deverá criar um programa de apoio financeiro destinado a promover a manutenção e a recomposição de APP e de reserva legal. O apoio poderá ser, inclusive, por meio de pagamento por serviços ambientais.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Curso de Férias 2011- comemoração dos 10 anos do evento!


Ao longo de dez anos os Jovens da PJ construiram um dos eventos anuais mais respeitados na sociedade de Muriaé e região, por sua qualidade, objetividade e amor a juventude!
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Precisamos de pelo menos mais "10" desse no calendário de eventos anuais de Muriaé!!!

Cristian Lima

Fonte da imagem: Blog do Sandro Carrizo

Arte em destaque!