segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Capitalismo! Uma discussão!

Cristian Lima

      O capitalismo globalizado é o sistema de vida que o homem mais teve sucesso em toda a sua história. Sucesso, no sentido do nível de qualidade de vida, principalmente por causa das novas tecnologias que ele possibilitou existir. Porém ele é falho, pois não consegue oferecer essa qualidade de vida para todos igualmente. Quem não está nessa condição é excluído de diversas maneiras para a margem do sistema. Somente alguns poucos vivem plenamente nesse modelo de mundo. Como dizia Milton Santos: a globalização é perversa.
      O pior de tudo é que as pessoas acostumaram a viver com o pouco, aprenderam a ser feliz assim. E pra essa minoria privilegiada isso é perfeito! 
      Há tempos tenho tentado descobrir uma solução para isso, talvez uma conscientização, não sei... Fica mais difícil ainda, quando nos deparamos com a cultura que foi construída nesse sistema, onde quem pensa diferente é desvalorizado enquanto por outro lado todos estão ficando cada vez mais "iguais" no gosto e no ser. Por exemplo: ter e construir uma ideologia é uma coisa muito distante para a maioria das pessoas enquanto a motivação de fazer o que está com "vontade" (vontade essa que é manipulada pela mídia) é cada vez mais forte e quase sempre tem prevalecido.

Diogo Cruz

      O capitalismo tem sua origem num modelo desigual, nunca teve a intenção de socializar e distribuir. Não é só perverso, mas é um metabolismo social do capital que segrega, expropria, que é contraditorio, produzindo a fome, miseria e a violência que tanto se propaga na sociedade dita moderna. Afinal quanto maior a desigualdade maior é o LUCRO. LUCRO DE POUCOS É CLARO.
      O capital capturou nossa subjetividade e nos fez crer numa falsa realização de que tudo que nos oferecem é natural. Sendo este um processo de Alienação.

Viviane Souza Pereira

      Debate essencial e muito interessante! É fato que a burguesia quando nascente revolucionou o modo de produzir a vida diante do feudalismo e de todas as formas anteriores. Desmitificou muita coisa, tirou o caráter sagrado da política e da econômia, etc, etc. Entretanto, é FATO, também, que ainda nos idos de 1848, na chamada "Primavera dos Povos", o mito de que essa transformação resultaria em melhoria da vida de todos, caiu por terra diante das lutas travadas pelos trabalhadores que desmistificaram de vez a proposta inicial burguesa, demostrando com as péssimas condições de vida, de quem tem seu trabalho explorado e o produto deste expropriado pelos burgueses, o quanto a proposta de justiça social e igualdade é incompatível com a lógica de produção e reprodução da vida na sociabilidade do capital!
      A burguesia para se manter precisa revolucionar constantemente o modo de produzir e reproduzir a vida, verificamos isso em cada uma das diversas crises cíclicas do capital, que são de imediato respondidas, pela classe dominante, com novas estratégias de manutenção do processo de acumulação de capital! Vide fordismo, taylorismo, toyotismo, keynesianismo, EBES, neoliberalismo...e as inflexões da crise atual que não mais é uma crise cíclica mas estrutural! Vejamos: o capital só existe a partir da extração do mais trabalho, da mais valia! Depende, portanto, diretamente do trabalhador e da venda de sua força de trabalho e essa dependência é recíproca, uma vez que o trabalhador só possui sua FT para vender e precisa se submeter a vendê-la ao capitalista, dono dos meios de produção para garantir sua sobrevivência! Esse foi e ainda é o primeiro direito que nos foi assegurado: o direito de sermos explorados, de termos nosso trabalho (valor trabalho) expropriado e apropriado por outros!
      A luta é árdua, as forças contrárias são poderosas, mas um outro mundo é possível! Precisamos acreditar na máxima do grande intelectual e militante italiano, Gramsci: pessimismo da razão, que nos permite uma leitura realista de nossa situação, aliado ao otimismo da vontade, sempre, que permite e impulsiona nossa ação!!!

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