quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Panorama político das campanhas eleitorais em Muriaé

 

         A campanha eleitoral está a todo o vapor em Muriaé. Os candidatos a prefeito apresentam suas propostas e procuram ao mesmo tempo desqualificar as ideias adversárias. Até o momento, vê-se uma campanha bem legal, haja visto, não haver entrado em debate ofensas pessoais.
         De um lado, o candidato do governo atual, Aloísio Aquino, argumenta continuar os feitos de seu antecessor, baseado em obras, muitas verbas federais e estaduais. Porém, esse governo, apesar de ter sofrido com pouca oposição na câmara e na mídia, teve problemas com denúncias de superfaturamento, empresas laranjas e administração autoritária. No entanto, isso não interferiu no fato do sucessor do PSDB ser forte candidato ao executivo na cidade. 
         Do outro lado, no embate direto, tem o candidato do PMDB, Carlos Wilson, que faz a oposição ao governo e baseia sua campanha nas críticas já citadas e nos pontos que a atual administração deixou a desejar, como na transparência, trânsito, "humanismo", desenvolvimento econômico, social e cultural. O PMDB aposta também na experiência e credibilidade do seu vice, João Paulo Goulart, e na forte coligação que conseguiu realizar. Diante disso, as pesquisas tem o apresentado como forte candidato, mas sua campanha esbarra na lembrança do último governo peemidebista que perdeu o brilho diante do "faraonismo" do PP dos últimos mandatos.
       O terceiro candidato, Grego do DEM, não aparece na disputa principal à prefeitura, mas traz, como carro chefe na campanha, propostas administrativas bastante modernas (como a gestão participativa),  além de sua formação acadêmica para administração pública, apoio discreto da igreja católica e empenhado do Deputado federal Lael Varela. Apesar disso,  bate de frente com os fatos de ter chegado em Muriaé a pouco tempo (mesmo tendo sido nascido e criado na cidade, sua imagem política tem sido ligada a de alguém estrangeiro) e de levantar a bandeira de um partido sem muita tradição no pleito à prefeitura de Muriaé.
       Sobre os candidatos a vereança, vemos uma maioria de aventureiros (pessoas que por suas popularidades, amizades ou ideais peculiares se sentem encorajados à disputa). Alguns não sabem se quer debater sobre as filosofias de seus partidos, sem contar os candidatos que não tem a mínima noção do que é a ideia do público, logo, de como representá-lo ou sê-lo. Apesar disso, poucos, mas existentes, possuem bases políticas construídas ao longo de suas histórias de trabalho, filosofias e crenças. 
       Contudo, ainda cabe comentar sobre o eleitorado muriaeense, que assim como a maioria dos brasileiros vota sem ter a real noção do que está fazendo, ou do que significa isso dentro de uma democracia representativa como a que vivemos. Vendem seus votos, acreditam em promessas e deixam de considerar suas classes e seus respectivos representantes. Há pessoas que preferem votar em candidatos de classes sociais, regionais, políticas ou profissionais diferentes, que na verdade não estão objetivando representá-las.
        Por fim, este é o pleito executivo mais disputado que vimos ao longo dos últimos anos. Nenhum dos candidatos são conhecidos ou consagrados politicamente e contam fundamentalmente com seus padrinhos políticos. Nesse sentido, a real disputa política é entre José Braz, Odilon Carvalho e Lael Varella que tentam contruir, "meio que forçadamente", suas descendência.

Cristian Lima